Consequências da falta de segurança alimentar

– Uma salada completa, filé mignon, acompanhando arroz, fritas e um suco de laranja. Sem contaminação, por favor.

Consequências-da-falta-de-higiene-na-manipulação-de-alimentosPor mais absurda que possa parecer a situação, essa é a exigência que o consumidor deve fazer ao definir o que vai à sua mesa, tendo em vista o quadro crítico da contaminação alimentar no cenário nacional. Essa também deve ser a postura de quem lida com o alimento, desde a sua produção até o consumo, passando pelo transporte, armazenamento, manipulação, distribuição e preparo. Em cada processo, há uma batalha sanitária contra microrganismos, como a salmonella sp, frequentemente encontrada em ovos e derivados, além de coliformes termotolerantes (encontrado nas fezes), clostrídios, bolores e leveduras e outros.

O inimigo é invisível a olho nu, permanece oculto e silencioso nas verduras, frutas, carnes, leites e derivados, por mais que tudo pareça limpo, apetitoso e inofensivo. Profissionais da área de nutrição também precisam estar seguros de que ao montar um cardápio equilibrado, rico em valores nutricionais, não estejam incluindo uma certa dose de microrganismos que podem por em risco a saúde do consumidor.

A consequência da presença destes desagradáveis hóspedes nos alimentos se manifesta no corpo humano, em diferentes graus de infecções, podendo causar diarreias, vômitos, alergias, e até mesmo casos mais graves de gastroenterocolite aguda, que pode levar à morte.

A situação se agrava pela falta de orientação e condições de higiene das pessoas que trabalham na produção e comércio de alimentos. Armazenam, manipulam, embalam, transportam e vendem suas mercadorias como podem, independente da determinação legal exigida quanto aos padrões de boas práticas.

O trabalho do LBN Análises é justamente promover a segurança alimentar de indústrias, hotéis, bares, restaurantes, supermercados para que o alimento oferecido ao consumidor final esteja livre de contaminação. Identificando periodicamente os microrganismos presentes nas mãos do manipulador, nos utensílios usados no preparo do alimento, e no produto em si, é possível realizar um trabalho de orientação e adoção de medidas corretivas ou preventivas.

Este é um serviço complementar à Resolução RDC nº 216, de 15 de setembro de 2004 que estabelece os procedimentos de Boas Práticas para serviços de alimentação. Os microrganismos pesquisados em cada alimento são estabelecidos na RDC 12, de 2 de janeiro de 2001. Tomamos a resolução como referencial de qualidade, e o compromisso com a segurança alimentar como princípio norteador, uma vez que trabalhamos para a saúde pública.

Não basta a mesa da população seja uma passarela por onde desfilam cores vivas e aparentemente saudáveis. É preciso que o alimento, de fato, esteja livre de agentes prejudiciais, e que o inimigo passe de invisível a inexistente. Afinal, beleza não se põe à mesa. Saúde, sim.

Saiba mais sobre Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) e como diminuir os riscos de contaminação do produto em toda a sua cadeia de produção.

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